Ela é aquela Princesa Adormecida
no seu claro jazigo de cristal.
Aquela a quem, um dia – enfim – despertarás…

E o que esperavas ser teu suspiro final
é o teu primeiro beijo nupcial!

– Mas como é que eu te receava tanto
(no teu encantamento lhe dirás)
e como podes ser assim – tão bela?!
Nas tantas buscas, em que me perdi,
vejo que cada amor tinha um pouco de ti…

E ela, sorrindo, compassiva e calma:

– E tu, por que é que me chamavas Morte?
Eu sou, apenas, tua Alma…

Mario Quintana

(1906-1994)

Mais sobre Mário Quintana em

http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Quintana

By Juli Ribeiro